Logomarca da Coca-Cola em foto de 19 de janeiro de 2016 © PATRICK KOVARIK Logomarca da Coca-Cola em foto de 19 de janeiro de 2016

A Coca-Cola, que investe enormes quantias de dinheiro em anúncios, informou nesta sexta-feira (26) que vai suspender por pelo menos 30 dias sua publicidade nas redes sociais como parte de uma campanha contra o racismo nestas plataformas.

"N?o há lugar para o racismo no mundo e n?o há lugar para o racismo nas redes sociais", disse James Quincey, diretor-executivo da gigante mundial em um breve comunicado.?

Quincey exigiu que as redes sociais mostrem maior "transparência e responsabilidade", depois que outras marcas decidiram retirar seus anúncios destas plataformas para obrigá-las a suprimir conteúdos que incitem o ódio.

A Coca-Cola aproveitará este período para "fazer um balan?o sobre (suas) estratégias publicitárias e ver se precisa revisá-las", explicou o diretor-executivo.

A gigante americana de refrigerantes informou ao canal CNBC que esse "descanso" n?o significa ades?o ao movimento lan?ado na semana passada por associa??es de defesa de afro-americanos e da sociedade civil.

Esta campanha, chamada #StopHateForProfit ("Detenha o ódio para lucrar"), prop?e boicotar anúncios no Facebook em julho e conta com o apoio de várias organiza??es antirracistas, como a Associa??o Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor (NAACP) e a Liga Antidifama??o judaica.?

Seu objetivo é conseguir uma melhor regula??o dos grupos que incitam o ódio, o racismo e a violência nas redes sociais.

Nesta sexta, a Unilever, uma das líderes mundiais do setor agroalimentício e dos cosméticos, anunciou a suspens?o de seus anúncios em Facebook, Twitter e Instagram nos Estados Unidos pelo menos até o fim do ano, devido a este período eleitoral "polarizado" nos Estados Unidos.?

A maior rede social do mundo sofre há semanas uma enorme press?o por parte da sociedade civil, assim como de alguns dos seus funcionários, usuários e clientes, que exigem que a plataforma seja mais dura na forma de lidar com os conteúdos de ódio.?

Organiza??es como a Liga Anti-Difama??o (ADL) e a Associa??o Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor (NAACP) pediram aos anunciantes que boicotassem o Facebook como forma de pressioná-lo a verificar melhor o conteúdo dos grupos que usam a rede social para incitar ao ódio, ao racismo ou à violência.?

Além da Unilever, responderam à solicita??o a empresa americana de telecomunica??es Verizon, a sorveteria Ben & Jerry's, e empresas de artigos esportivos como Patagonia, North Face e REI, além da agência de emprego Upwork.

Diante da press?o sofrida, o Facebook endureceu suas políticas de media??o de conteúdo, ao proibir mais tipos de mensagens de ódio em anúncios publicitários e come?ar a colocar advertências nas publica??es problemáticas que decidir n?o eliminar.

Mark Zuckerbeg, CEO da rede social, defende há meses em nome da liberdade de express?o uma abordagem mais flexível que a do Twitter e do Youtube sobretudo no que se refere ao discurso de personalidades políticas.

Mas ele mesmo deu detalhes sobre o endurecimento de sua posi??o.

A plataforma agora suprimirá os anúncios que digam que as pessoas de determinadas origens, etnias, nacionalidades, gênero e orienta??o sexual s?o uma amea?a para a seguran?a ou a saúde dos demais, disse Zuckerberg, em um comunicado divulgado em seu perfil no Facebook.?

vog/juj/la/lda/lp/gma/mvv?

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